Trocas de nomes de municípios, Estados, regiões e até cargos de políticos. Não é raro que os candidatos à Presidência da República cometam falhas ao discursarem em visitas às cidades brasileiras, inaugurações de obras, solenidades ou apresentações de projetos de governo. Essas falhas, quando acontecem, ganham grande destaque na mídia e, invariavelmente, chegam ao conhecimento dos eleitores.
A candidata do PT, Dilma Rousseff, é uma das recordistas de erros em público. Uma das mais recentes aconteceu no final de junho, na convenção nacional do PRB, quando a petista afirmou que, caso assuma o governo, milhões de brasileiros serão eliminados. "Hoje são 53 milhões de brasileiros para serem resgatados da pobreza. Vamos eliminar os 19 milhões que vivem com um quarto do salário mínimo per capita", disse. Percebendo a falha, entretanto, acabou se corrigindo. "Não digo eliminar os brasileiros, mas eliminar a pobreza dos brasileiros", desconversou.
Uma das gafes de maior destaque da petista teve repercussões internacionais. Na conferência sobre o clima, em Copenhague, na Dinamarca, ao lado de figuras de destaque no cenário mundial, a candidata afirmou que "o meio ambiente é um obstáculo ao desenvolvimento sustentável".
Dilma Rousseff também já trocou, por várias vezes, nomes de cidades visitadas. Chamou, por duas vezes, Governador Valadares de Juiz de Fora e afirmou num evento, em Boa Vista, que estava na capital de Rondônia. Ainda disse que Ariano Suassuna é pernambucano e que o filme "Vidas Secas" retrata a "saída das pessoas do Nordeste para o Brasil".
Marina. A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, também se confundiu com nomes de Estados. Em visita ao Rio Grande do Norte, disse que estava em Pernambuco. Na internet, Marina se envolveu em uma situação ainda mais delicada. A senadora, que é evangélica, publicou em seu Twitter mensagens escritas por outros internautas, que fizeram críticas ao escritor José Saramago, que era ateu. Porém, a impressão causada é a de que os textos eram da própria candidata. Na tentativa de explicar a situação, a assessoria de Marina publicou: "Caros, Marina não está apoiando esses comentários. Ela apenas os cita".
Serra. O candidato do PSDB, José Serra, assim como Dilma e Marina, não escapou de cometer deslizes em público e, também, com nomes de Estados. Em visita ao Mato Grosso do Sul, ele chamou o Estado de Mato Grosso. Na tentativa de consertar a falha, Serra afirmou: "Deveria haver Sul do Mato Grosso e Norte do Mato Grosso, devia inverter o nome, que aí a gente falava Sul ou Norte", brincou, constrangido, arrancando sorrisos de alguns presentes.
No mesmo evento, Serra ainda trocou os nomes de ferrovias e cidades e errou a pronúncia do nome do presidente do Irã, chamando-o de "Amanijedad", no lugar de "Ahmadinejad". O tucano acabou cometendo também uma falha preconceituosa. Em entrevista, afirmou que na escola pública convivia com os nordestinos em "total normalidade".
O Lula mesmo semianalfabeto, sabe expressar-se corretamente.